segunda-feira, 30 de abril de 2012

Racismos e o colonialismo atual


Publicada em 28 de Abril de 2012 ás 18:03:32


Anna Malm*
O ocidente não consegue ver homens e mulheres assim como  seus filhos no Afeganistão como pessoas normais, como seres humanos totais em sua integridade.
Há cerca de 500 anos atrás investigava-se na Europa se os índios das Américas eram gente de verdade.  Já se passaram 500 anos,  mas se olharmos bem veremos que hoje,  como de então,  são os mesmos atores que se apossuem  das riquezas de outros povos  usando até mesmo as mesmas tácticas, ou seja, a força bruta.
Deixam bem claro pelas suas palavras e ações que percebem os povos que atacam como muito inferiores em valor humano intrínsico do que o valor humano que conferem a si mesmos.
Aqui declaramos claramente que nós, como os afegãs, líbios, somalis e muitos e muitos outros,  somos gente de verdade. Nós sentimos dores, não só físicas como também morais. O cheiro do sangue nos cheira máu,  assim como a tristeza é abrangente quando vemos nossos filhos mortos num chão de terra batida.
As guerras sendo hoje impingidas a outros povos pelas mãos EUA-OTAN-UE ( Estados Unidos-OTAN-UNIÃO EUROPÉIA)  não são outra coisa que uma consequência do pensamento colonial dos mesmos,  assim como de um  racismo profundo.
Olhemos para a atual situação da África, do Oriente Médio e da Ásia, não nos esquecendo de olhar para nós mesmos. O colonialismo que parecia-nos ter sido estirpado da política internacional nos anos 60-70 tem nos últimos anos voltado com força quádrupla.
Se se observar bem vê-se que  a atual força armada EUA-OTAN-UE  são como que uma reincarnação dos mesmíssimos atores que chegaram aqui em 1500,  mantendo-se aqui nos 1600, estabelecendo-se melhor nos 1700, desenvolvendo-se nos 1800,  expandindo-se nos 1900 para  por volta dos anos 60-70 enfrentar uma insurgência anti-colonialista global.
Em relação a reação global  anti-colonialista  reagiram com uma suposta retirada. De algumas regiões eles nem mesmo se retiraram.  Mas a quase todas as regiões de onde se retiraram, estão agora voltando. Na África,  no Oriente Médio,  na Ásia  e mesmo na América Latina estão voltando com renovada intensidade  e com armas muito mais devastadoras e apocalípticas dos que as que confrontaram Montezuma,  o IX Imperador Azteca, preso e assassinado pelas forças colonizadoras.
Deveríamos entender que estamos enfrentando um novo colonialismo, que hoje se apresenta numa forma global. Esse novo colonialismo impõe  sua suposta superioridade com armas de destruição massiva. É em outros palavras o conjunto EUA-OTAN-UE. 
Quanto a Israel e suas atividades,  não só contra os palestinos mas também  internacionalmente, ressalto que  não seria a primeira vez na história da humanidade que o oprimido alia-se ao opressor, o que na maioria das vezes é feito para se conseguir privilégios dos mesmos. O preço a ser pago, também na maioria das vezes,  é ajudar o opressor a oprimir os demais. Deixando aqui de lado a perspectiva e as crenças religiosas o que ressalto é o aspecto político-social e econômico da questão.
Voltando ao núcleo colonial-racista EUA-OTAN-UE,  temos as idéias apresentadas nos estudos abaixo,  que aqui gostaria de ressaltar em relação ao conjunto do acima dito. Para uma completa análise dos estudos do  Dr. Paul Craig Roberts e Ron Uz  veja a apresentação original especificada em [1] e [2]. Aqui  faço uma síntese das idéias apresentadas pelos dois autores sem especificar,  para cada específico caso, o que originalmente provém de um ou do outro.
Foi ressaltado então que da perspectiva dos Estados Unidos a situação apresenta-se como uma  “Nós e eles Perspectiva”.  Nós,  quer dizer,  nós os norte-americanos,  somos os melhores  ao que se refere a liberdade, a democracia e a moralidade. O “eles” refere-se,  na maioria das vezes,  aos outros povos,  que em princípio serão  vistos como bárbaros  precisando de castigo,  invasão e ocupação,  para assim serem libertados de si mesmos e de suas culturas inferiores.  Estes povos deveriam até mesmo ficar agradecidos, pensam eles.
Ressalto então que como essa é a perspectiva dos Estados Unidos  esta será,  com necessidade,  a perspectiva  OTAN-UE. Quanto a essa última pode-se dizer que a própria possui uma perspectiva própria,  que nada fica a dever a dos Estados Unidos,  a esse respeito.  Quanto a OTAN poderia-se mesmo dizer que é o braço armado dos Estados Unidos e da União Européia (lê-se como sempre Inglaterra, França e Alemanha).
Nesse cenário a China é o saco de pancadas.
Os autores ressaltam também, cada um de sua perspectiva,  que apesar da propaganda contra a China no ocidente o governo chinês,  que é apresentado pelo conjunto EUA-OTAN-UE  como “autoritário”,  é na realidade  mais sensível,  e reage mais favoravelmente as necessidades do seu povo,  do que  por exemplo o do  governo “democraticamente” eleito dos Estados Unidos.
Ressalta-se  ainda que não é o governo da China que declara oficialmente ter o direito de violar, sem consequências, quaisquer direitos que seu povo possa ter e que  também não é a China que constrói  e administra prisões secretas para torturas atrozes através do globo.
Quando comparando os Estados Unidos com a China Ron Uz conclui que o povo dos Estados Unidos são muito mais ameaçados e explorados por suas elites do que o povo da China.
Ressalta-se no conjunto que não são as elites da China que bombardeiam, ocupam e “dronam”, quer dizer, fazem ataques mortais com aviões  de controle remoto.
Quanto ao desenvolvimento econômico dos últimos 30 anos, Dr. Paul Craig Roberts ressalta que não  há como comparar. A China tem a mais rápida taxa de desenvolvimento econômico na história da humanidade.
O dinheiro ganho vai, na sua maioria, para os bolsos dos trabalhadores e não para os bolsos do 1%  da população como é o caso nos Estados Unidos.
Nos Estados Unidos o rendimento médio real está estagnado há dezenas de anos. Na China o rendimento médio real cresce em dublo para cada dez anos e tem feito isto por 30 anos. (6 x mais?)
O Relatório do Banco Mundial mostrou que mais de 100% na diminuição da pobreza global se devia a China.
Nos últimos dez anos a produção total da China quadruplou, ou seja ficou 4 vêzes maior.
A China agora tem mais carros que os Estados Unidos e o Japão juntos, sendo responsável pelos 85% do  aumento  na produção global de automóveis,  dos últimos dez anos.
Em  1978 a economia dos Estados Unidos era quinze vezes maior que a da China.  Hoje, se a economia da China ainda não é  maior que a dos Estados Unidos,  ela está ficando. Quem está, em realidade,  em primeiro lugar depende de como se faz as contas.  Eu por meu lado acredito mais na contabilidade que mostra que a China já tenha ultrapassado a economia bélica-especultiva dos Estados Unidos.
Além disso a economia da China é uma economia baseada em bens de consumo muito cobiçados e não como a dos Estados Unidos baseada em bombas, assassinos de controle remoto, prisões secretas e acima de tudo guerras e mortes apocalípticas, ou seja,  morte e destruição em massa.
Os Estados Unidos,  para encobrir uma falência tanto moral como econômica,  apontam o dedo acusador à China.
Quem consegue acreditar que se a China aumentasse o valor da sua moeda tudo ficaria bom para os Estados Unidos? Ficaria por acaso uma América com rendimentos estagnados ou em declínio em melhores condições com um aumento mordaz dos preços dos produtos chineses, dos quais a população dos Estados Unidos é dependente?
Quem ainda não entendeu que se a China quisesse demonstrar sua de-facto superioridade, quanto a esse respeito, o dólar americano não iria sobreviver como moeda de reserva?
Nesse ponto crucial  dos acontecimentos os Estados Unidos olham para o Irã – um dos grandes parceiros econômicos da China –  em preparação para mais um vôo de rapina.
Os americanos já perderam o controle de seus governantes e de seu governo e governos não controlados pelo povo, simplesmente não são democracias.
Democracia em sua essência é governo do povo pelo povo. Este não é o caso dos Estados Unidos de hoje.
Os Estados Unidos, assim como o conjunto EUA-OTAN-UE  de hoje personificam  um colonialismo e um racismo doentio.
Referências e Notas:
[1] Dr. Paul Craig Roberts “Unplugging Americans From the Matrix” em www.paulcraigroberts.org   2012-04-19  e em www.globalresearch.ca
[2]  Ron Uz,   “China´s Rise, America´s Fall”  e “Chinese Melamime and American Vioxx: A Comparison.
 * Anna Malm é correspondente de Pátria Latina e Irã News na Europa

quinta-feira, 26 de abril de 2012



http://g37ehaiti.blogspot.com.br/2010/08/independancia-do-haiti.html

A GRANDE REVOLUÇÃO NEGRA

Emir Sader, JB, 4 de janeiro, 2004

Quem olha hoje para o Haiti, miserável, degradado, dificilmente poderá pensar que o país foi o cenário da ''única revolta de escravos bem-sucedida da História''. No momento da Revolução Francesa, em 1789, a colônia francesa das Índias Ocidentais de Santo Domingo representava dois terços do comércio exterior da Franca e era o maior mercado individual para o tráfico negreiro europeu. Era a maior colônia do mundo, o orgulho da França e a inveja de todas as outras nações imperialistas. Sua estrutura era sustentada pelo trabalho de meio milhão de escravos.  
Dois anos após a Revolução Francesa, com seus reflexos em Santo Domingo, os escravos se revoltaram. Numa luta que se estendeu por 12 anos, eles derrotaram os brancos locais e os soldados da monarquia francesa, debelando também uma invasão espanhola, uma tentativa de invasão britânica com cerca de 60 mil homens e uma expedição francesa de tamanho similar comandada pelo cunhado de Napoleão. A derrota dessa expedição resultou no estabelecimento do Estado negro do Haiti, que completou, dia 1º de janeiro deste ano, dois séculos.
A grande liderança desse movimento foi Toussaint L'Ouverture. C.L. R. James, ensaísta nascido na Jamaica, que viveu na Inglaterra e nos Estados Unidos, do começo do século até sua morte, em 1989, autor do principal estudo sobre a revolução haitiana, Os jacobinos negros (Boitempo Editorial), diz que ''entre 1789 e 1815, com a única exceção do próprio Bonaparte, nenhuma outra figura isoladamente foi, no cenário da História, tão bem-dotada quanto esse negro, que havia sido escravo até os 45 anos de idade''. Mas, como diz James, ''não foi Toussaint que fez a revolução, foi a revolução que fez Toussaint''.
Foi naquela ilha que os colonizadores europeus pisaram pela primeira vez na América. Assim que Cristóvão Colombo desembarcou na ilha de Santo Domingo, buscando ouro, os nativos indicaram-lhe o Haiti, uma ilha do tamanho da Irlanda. (O nome Haiti vem do vocábulo de origem caribenha Ahti, que significa ''montanha''.) Quando um dos navios de Colombo naufragou, os índios ajudaram a recuperar tudo e nada foi perdido. Os espanhóis, considerados o povo mais avançado da Europa naquela época, anexaram a ilha, introduziram o cristianismo, o trabalho forçado nas minas, o assassinato, o estupro, os cães de guarda, doenças desconhecidas e a fome, forjada pela destruição dos cultivos para deixar os rebeldes sem alimentos. A população nativa ficou reduzida, de cerca de meio milhão ou talvez até 1 milhão, a 60 mil, em 15 anos.
Foi diante desse quadro de dizimação dos povos indígenas que foram importados os negros da África para serem escravos no empreendimento colonial europeu. Uniam-se os dois maiores massacres que a humanidade já conheceu - o massacre dos povos indígenas e a escravidão negra -, na chegada do capitalismo às Américas, revelando as promessas que o continente poderia esperar da Europa ''civilizada''.
A revolução haitiana foi o maior movimento negro de rebeldia contra a exploração e a dominação colonial das Américas. Mesmo com o assassinato de Toussaint L'Ouverture pelos franceses - que haviam substituído os decadentes espanhóis como colonizadores da ilha -, a revolução triunfou e fez realidade, contra a França, os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. A abolição da escravidão, não contemplada pelos revolucionários de 1789, foi conquistada pelos ''jacobinos negros'' do Haiti.
Sua derrota e o massacre posteriores deram lugar ao quadro de miséria e abandono em que voltou a viver o Haiti e que persiste - é o país mais pobre das Américas. Tivessem triunfado plenamente os ideais de Toussaint L'Ouverture, outro seria o destino do Haiti. Mas sua gesta confirma a capacidade dos negros de afirmar sua cidadania e ser dono dos seus próprios destinos



Parceiros Voluntários discutindo Alteridade

Parceiros Voluntários

sábado, 21 de abril de 2012


 Chefe indígena - Chefe Seattle (Duwamish)

 

Os índios Duwamish habitavam a região onde hoje se encontra o Estado americano Washington - no extremo Noroeste dos Estados Unidos, divisa com o Canadá, logo acima dos Estados de Montana, Idaho e Oregon. No passado era um "paraiso na Terra", região inspiradora de uma das mais lindas 'poesias' dedicadas á natureza - o discurso que o Chefe indígena Duwamish (Chefe Seattle) fez ao Governo Americano na época -, hoje, ainda sendo bela, mas não mais um 'paraiso', sua cidade mais famosa é Seattle (nome dado em homenagem ao Chefe), uma beleza de outro tipo que infelizmente vem gerando graves problemas ecológicos. Os índios migraram pelo Puget Sound para a Reserva Port Madison. O Chefe Seattle e sua filha estão enterrados lá.
Existem muitas controversias sobre o conteúdo original do discurso. O primeiro registro escrito que se conhece, foi feito no Jornal Seattle Sunday Star em 1887 pelo Dr.Henry Smith, que estava presente no pronunciamento - ele publicou suas próprias anotações com comentários sobre o Grande Chefe, que segundo ele, era uma pessoa profundamente impressionante e carismática. Nos anos 70 (1970) foram divulgadas várias versões deste discurso em conexão com movimentos ecológicos e a favor da preservação da natureza; o discurso ficou muito conhecido, quase mitificado, ficando de lado as discussões sobre sua originalidade.
Aqui, após a tradução portuguesa de uma das mais famosas versões da década de 70, transcrevemos a publicação americana original do Dr.Henry Smith-1887. A foto do Grande Chefe Seattle (1787-1866), abaixo, é de E.M.Sammis e o original encontra-se na: "University of Washington Special Collection #NA 1511".
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Discurso feito pelo Chefe Seattle ao Presidente Franklin Pierce em 1854

(depois do Governo Americano ter dado a entender que desejava adquirir o Território da Tribo)

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O grande chefe de Washington mandou dizer que desejava comprar a nossa terra, o grande chefe assegurou-nos também de sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não precisa de nossa amizade.
Vamos, porém, pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra. O grande chefe de Washington pode confiar no que o Chefe Seattle diz com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano.
Minha palavra é como as estrelas - elas não empalidecem.
Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia nos é estranha. Se não somos donos da pureza do ar ou do resplendor da água, como então podes comprá-los? Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo, cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada véu de neblina na floresta escura, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do homem vermelho.
O homem branco esquece a sua terra natal, quando - depois de morto - vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem esta formosa terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia - são nossos irmãos. As cristas rochosas, os sumos da campina, o calor que emana do corpo de um mustang, e o homem - todos pertencem à mesma família.
Portanto, quando o grande chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós. O grande chefe manda dizer que irá reservar para nós um lugar em que possamos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto, vamos considerar a tua oferta de comprar nossa terra. Mas não vai ser fácil, porque esta terra é para nós sagrada.
Esta água brilhante que corre nos rios e regatos não é apenas água, mas sim o sangue de nossos ancestrais. Se te vendermos a terra, terás de te lembrar que ela é sagrada e terás de ensinar a teus filhos que é sagrada e que cada reflexo espectral na água límpida dos lagos conta os eventos e as recordações da vida de meu povo. O rumorejar d'água é a voz do pai de meu pai. Os rios são nossos irmãos, eles apagam nossa sede. Os rios transportam nossas canoas e alimentam nossos filhos. Se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar e ensinar a teus filhos que os rios são irmãos nossos e teus, e terás de dispensar aos rios a afabilidade que darias a um irmão.
Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã, mas sim sua inimiga, e depois de a conquistar, ele vai embora, deixa para trás os túmulos de seus antepassados, e nem se importa. Arrebata a terra das mãos de seus filhos e não se importa. Ficam esquecidos a sepultura de seu pai e o direito de seus filhos à herança. Ele trata sua mãe - a terra - e seu irmão - o céu - como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelha ou miçanga cintilante. Sua voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto.
Não sei. Nossos modos diferem dos teus. A vista de tuas cidades causa tormento aos olhos do homem vermelho. Mas talvez isto seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que de nada entende.
Não há sequer um lugar calmo nas cidades do homem branco. Não há lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o tinir das assa de um inseto. Mas talvez assim seja por ser eu um selvagem que nada compreende; o barulho parece apenas insultar os ouvidos. E que vida é aquela se um homem não pode ouvir a voz solitária do curiango ou, de noite, a conversa dos sapos em volta de um brejo? Sou um homem vermelho e nada compreendo. O índio prefere o suave sussurro do vento a sobrevoar a superfície de uma lagoa e o cheiro do próprio vento, purificado por uma chuva do meio-dia, ou recendendo a pinheiro.
O ar é precioso para o homem vermelho, porque todas as criaturas respiram em comum - os animais, as árvores, o homem.
O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu ao nosso bisavô o seu primeiro sopro de vida, também recebe o seu último suspiro. E se te vendermos nossa terra, deverás mantê-la reservada, feita santuário, como um lugar em que o próprio homem branco possa ir saborear o vento, adoçado com a fragrância das flores campestres.
Assim pois, vamos considerar tua oferta para comprar nossa terra. Se decidirmos aceitar, farei uma condição: o homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos.
Sou um selvagem e desconheço que possa ser de outro jeito. Tenho visto milhares de bisões apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante do que o bisão que (nós - os índios ) matamos apenas para o sustento de nossa vida.
O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto acontece aos animais, logo acontece ao homem. Tudo está relacionado entre si.
Deves ensinar a teus filhos que o chão debaixo de seus pés são as cinzas de nossos antepassados; para que tenham respeito ao país, conta a teus filhos que a riqueza da terra são as vidas da parentela nossa. Ensina a teus filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra - fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios.
De uma coisa sabemos. A terra não pertence, ao homem: é o homem que pertence à terra, disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo o que ele fizer à trama, a si próprio fará.
Os nossos filhos viram seus pais humilhados na derrota. Os nossos guerreiros sucumbem sob o peso da vergonha. E depois da derrota passam o tempo em ócio, envenenando seu corpo com alimentos adocicados e bebidas ardentes. Não tem grande importância onde passaremos os nossos últimos dias - eles não são muitos. Mais algumas horas, mesmos uns invernos, e nenhum dos filhos das grandes tribos que viveram nesta terra ou que têm vagueado em pequenos bandos pelos bosques, sobrará para chorar, sobre os túmulos um povo que um dia foi tão poderoso e cheio de confiança como o nosso.
Nem o homem branco, cujo Deus com ele passeia e conversa como amigo para amigo, pode ser isento do destino comum. Poderíamos ser irmãos, apesar de tudo. Vamos ver, de uma coisa sabemos que o homem branco venha, talvez, um dia descobrir: nosso Deus é o mesmo Deus. Talvez julgues, agora, que o podes possuir do mesmo jeito como desejas possuir nossa terra; mas não podes. Ele é Deus da humanidade inteira e é igual sua piedade para com o homem vermelho e o homem branco. Esta terra é querida por ele, e causar dano à terra é cumular de desprezo o seu criador. Os brancos também vão acabar; talvez mais cedo do que todas as outras raças. Continuas poluindo a tua cama e hás de morrer uma noite, sufocado em teus próprios desejos.
Porém, ao perecerem, vocês brilharão com fulgor, abrasados, pela força de Deus que os trouxe a este país e, por algum desígnio especial, lhes deu o domínio sobre esta terra e sobre o homem vermelho. Esse destino é para nós um mistério, pois não podemos imaginar como será, quando todos os bisões forem massacrados, os cavalos bravios domados, as brenhas das florestas carregadas de odor de muita gente e a vista das velhas colinas empanada por fios que falam. Onde ficará o emaranhado da mata? Terá acabado. Onde estará a águia? Irá acabar. Restará dar adeus à andorinha e à caça; será o fim da vida e o começo da luta para sobreviver.
Compreenderíamos, talvez, se conhecêssemos com que sonha o homem branco, se soubéssemos quais as esperanças que transmite a seus filhos nas longas noites de inverno, quais as visões do futuro que oferece às suas mentes para que possam formar desejos para o dia de amanhã. Somos, porém, selvagens. Os sonhos do homem branco são para nós ocultos, e por serem ocultos, temos de escolher nosso próprio caminho. Se consentirmos, será para garantir as reservas que nos prometestes. Lá, talvez, possamos viver o nossos últimos dias conforme desejamos. Depois que o último homem vermelho tiver partido e a sua lembrança não passar da sombra de uma nuvem a pairar acima das pradarias, a alma do meu povo continuará vivendo nestas floresta e praias, porque nós a amamos como ama um recém-nascido o bater do coração de sua mãe.
Se te vendermos a nossa terra, ama-a como nós a amávamos. Protege-a como nós a protegíamos. "Nunca esqueças de como era esta terra quando dela tomaste posse": E com toda a tua força o teu poder e todo o teu coração - conserva-a para teus filhos e ama-a como Deus nos ama a todos. De uma coisa sabemos: o nosso Deus é o mesmo Deus, esta terra é por ele amada. Nem mesmo o homem branco pode evitar o nosso destino comum.
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Referencia:






sexta-feira, 20 de abril de 2012


Programação do 142° aniversário da Lyra Ceciliana

Sociedade Cultural Orpheica
Lyra Ceciliana
Rua Monsenhor Tapiranga, n° 07, Centro, Cachoeira-BA
Fundada em 13 maio 1870
Convite
A Sociedade Cultural Orpheica Lyra Ceciliana tem a honra de convidar V. e Digníssima Família para participar do evento comemorativo do seu 142° aniversário e do 124° aniversário da abolição da escravidão no Brasil.
DIA 13 MAIO 2012 – DOMINGO
Programação
06:00 horas Alvorada com Fogos de Artifício
18:00 horas Missa em Ação de Graças na Igreja N. Sa. daConceição do Monte. Celebrante: Cônego Hélio Cesar Leal Vilas Boas.
aIrosa passeata”
19:00 horas Visita a casa do Maestro Tranquilino Bastos, fundador da Lyra Ceciliana, conjunto com a Filarmônica 25 de Junho, e saudação do M.D. Rvm. D. Roque Cardoso Nonato.
 
19:30 horas Visita a cidade de São Félix e a Sociedade Filarmônica União Sanfelista, com saudação do M.D. Sr. Alterlôo Bispo.
20:00 horas Visita a Sociedade Litero Musical Minerva Cachoeirana, com saudação do M.D. Prof. Rogério Cesar de Almeida.
20:30 horas Visita a Montepio Sociedade dos Artistas Cachoeiranos, com saudação do Dr. Nelson Aragão Filho e pronunciamento do Prof. Walter Fraga Filho, Coordenador do Núcleo de Memória e Documentação da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
21:00 horas Visita Igreja do Rosarinho, homenagem aos que lutaram pela abolição da escravatura no Brasil, com performance do Grupo Teatral Núcleo Arte, declamação do poeta João Morais e participação especial de Mateus e Fabiana Aleluia.
 
21:30 horas Sessão comemorativa do 142° Aniversário da Lyra Ceciliana. Coquetel.
  Agradecimentos
Prefeitura Municipal da Cachoeira, Prefeito Tato Pereira e Vice Prefeito Wilson Souza do Lago, Câmara Municipal da Cachoeira, Presidente da Mesa Diretores Wendel Chaves, Vereadores José Carlos Matos Silva e Carlos Menezes Pereira, Fundação HansenBahia, Irmandades N. Sa. daBoa Morte e N. Sra da Conceição do Monte, Núcleo de Memória e Documentação da UFRB e todos os colaboradores.
Cachoeira-BA., 30 março 2012
Bel. José Luiz Anunciação Bernardo
Presidente da Lyra Ceciliana

13 DE MAIO A LYRA COMEMORA 142 ANOS - FESTA EM CACHOEIRA/BAHIA


 HISTÓRICO

Cachoeira é mãe. Terra de cantos, encantos, poetas e sons. É nesse berço que surgiu em 13 de maio de 1870 a eminente Sociedade Cultural Orpheica Lyra Ceciliana, fundada pelo maestro e abolicionista, Manoel Tranquilino Bastos (1850-1935). Além de um exímio clarinetista, o maestro dos negros foi também um grande compositor, autor de amplo acervo de músicas em diversos estilos, como dobrados, marchas, valsas, maxixe, polacas, polcas e chulas.

Tradicionalmente reunia-se à noite na sacristia da Igreja da Conceição do Monte, que abriga ainda hoje a padroeira da Lyra Ceciliana, Santa Cecília. Era neste recinto onde Tranquilino preparava as partituras sacras, ensaiava com os músicos cujas profissões eram de base operária, como pedreiros, sapateiros, alfaiates, carpinteiros e outros.

Valendo sua imagem, dentre as suas principais composições está o dobrado Navio Negreiro, que carrega no seio a inspiração do poeta Castro Alves, também abolicionista filho do Recôncavo. A beleza dos seus doces e bravios acordes está também no Dobrado 140, premiado na Europa e reconhecido mundialmente. É de Tranquilino Bastos também o clamor da canção Airosa Passeata, inspirada pelo movimento que envolveu a sociedade de Cachoeira no dia 13 de maio de 1888, em celebração a assinatura da Lei Áurea.

Filho de uma escrava alforriada e de um português, o Maestro Manoel Tranquilino Bastos, foi um ícone da abolição da escravatura. A sociedade fundada por ele, composta na sua origem por operários, tornou-se uma entidade por onde circulavam os ideais libertários da época. Em 13 de maio de 1888, a Filarmônica Lyra Ceciliana, regida pelo seu maestro fundador, comandou uma histórica passeata com aproximadamente oito mil cidadãos livres, para celebrar a liberdade negra.

Os acordes da Lyra Ceciliana carregam consigo a história da Bahia. Passam por batalhas, manifestos e sentimento de cada cachoeirano. Com sua vanguarda e clamor, é a filarmônica mais antiga do estado em funcionamento ininterrupto. Ao longo dos seus 141 anos, por onde passa escreve seu nome na história, exaltando sempre o título da cidade da Cachoeira, do Recôncavo Baiano e do seu mestre maior, Tranquilino Bastos.

A Lyra Ceciliana era mantida inicialmente pelos sócios, amantes da filarmônica. Em momentos da história de Cachoeira, sua banda se apresentava constantemente nas atividades cívicas, sociais, culturais e religiosas. Porém na década de 1980 passou por um período de dificuldades de instrumentos, fardamentos e até mesmo músicos que se ausentavam da cidade devido à necessidade de sobrevivência.

Anos depois, com o empenho da diretoria, a Lyra Ceciliana emerge, e com o mesmo brilho e vigor faz novamente ressoar sua marca na música. Com o surgimento dos festivais de filarmônicas da região este empenho faz-se ainda mais vigoroso.

Em 1990 foi campeã do Grupo B do 6º Festival de Filarmônicas do Recôncavo (FESTIFIR) interpretando a marcha Airosa Passeata, do Maestro Tranquilino Bastos.

A revitalização possibilitou ainda a participação da Lyra Ceciliana em outros festivais, estando sempre presentes nos CDs junto com outras filarmônicas. Nesta última década, a Lyra Ceciliana foi, por duas vezes, vencedora do principal Festival de Filarmônicas do Recôncavo Baiano, realizado no Centro Cultural Dannemann, na cidade de São Félix. O título de bi-campeã do Grupo A veio com 12º FESTIFIR, na cidade de São Félix.

Atualmente, a Sociedade Cultural Orpheica Lyra Ceciliana desenvolve trabalhos de inclusão social por meio da Escola de Formação Musical Maestro Irineu Sacramento, dirigida pelo maestro Jairo dos Santos, e mantida com auxílios da Prefeitura Municipal de Cachoeira, do Governo do Estado da Bahia, mediante repasses de convênios.

Um exemplar projeto social que proporciona cursos de formação musical gratuitos para cerca de sessenta crianças carentes da comunidade. Este trabalho de formação tem garantido a inserção de diversos jovens cachoeiranos que atuam como músicos profissionais em diferentes estados do Brasil, exaltando o nome da cidade heróica.

Entre os musicistas de talento ímpar revelados pela Filarmônica Lyra Ceciliana está o estudante Nilton Azevedo. Jovem e entusiasta, ele compôs o dobrado Zé Cutia, em homenagem ao maestro Orlando José. Com merecimento, o trabalho foi vencedor do Concurso de Composições do 11º Festival de Filarmônicas do Recôncavo, promovido pelo Centro Cultural Dannemann. Nilton também já compôs outras peças executadas pela Lyra Ceciliana em suas diversas apresentações.

Projetos musicais como o Sexteto de Madeira, a Banda de Flauta Doce Sementes de Sonhos são mantidos pela Escola Musical. Mas não apenas a música erudita ganha espaço na formação dos jovens. O trabalho de formação musical desenvolvido pela Lyra Ceciliana tem contribuído também para despertar jovens alunos por outros estilos musicais, a exemplo do grupo de chorinho Chorões do Recôncavo, composto por alunos e ex-alunos da filarmônica, que levam na bagagem apresentações realizadas por cidades da Bahia, além de Pernambuco e São Paulo.

por Toni Caldas

quinta-feira, 19 de abril de 2012

PORTAL BRASIL DE FATO DIVULGA E ALERTA:


STF dá o primeiro voto contra quilombos e suspende julgamento


Presidente do STF votou a ação de inconstitucionalidade do DEM
19/04/2012


Da redação
Um sinal de alerta foi dado nesta quarta-feira (18) contra os direitos das comunidades quilombola. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3239, ajuizada pelo Partido Democratas (DEM) contra a lei que regulamenta a demarcação das terras de comunidades quilombolas, ministro Cesar Peluso, entendeu ação como procedente.
O presidente do STF disse que a concretização do direito quilombola é complexo e que, nos últimos anos, a situação não melhorou. Tanto que, atualmente, só 192 comunidades contam com título de propriedade, número que representa apenas 6% do total estimado, indicando que a atuação governamental está muito aquém da previsão.
Na ação que tramita há oito anos, o DEM contesta a regulamentação das terras quilombolas por meio de decreto presidencial. O partido também questiona o princípio do autorreconhecimento para identificação de quilombolas, assim como a possibilidade de a comunidade apontar os limites de seu território.
Apesar de considerar inconstitucional, o voto de Peluso considerou como válido os títulos das áreas emitidos até agora, com base no Decreto 4.887/2003, “em respeito ao princípio da segurança jurídica e aos cidadãos que, da boa-fé, confiaram na legislação posta e percorreram o longo caminho para obter a titulação de suas terras desde 1988”.
A representante nacional das Mulheres Quilombolas, Núbia de Souza, que veio do Acre para acompanhar o julgamento, falou da esperança de uma decisão favorável aos quilombolas. “Tenho esperança que os ministros serão convencidos de que isso não é coisa de governo, mas uma conquista do nosso povo. Essa é uma reparação social que nós queremos”.
Após o voto de Peluso, a ministra Rosa Weber interrompeu o julgamento com um pedido de vista. Ainda faltam dez votos para decidir sobre o futuro do decreto.
http://www.brasildefato.com.br/node/9383

A quem interessa desviar o foco da CPI do Cachoeira?

Matéria Retirada do Espaço: http://mobilizacaobr.ning.com/
MobilizaçãoBR

Olá Mobilizadores!

Mesmo com a tentativa desastrada de veículos de comunicação impedir a instalação da CPMI para investigar o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira e suas relações com agentes públicos e privados, nada adiantou.
A CPMI foi protocolada na terça-feira (17) com 340 assinaturas de deputados e 54 de senadores. Um post publicado no Blog do José Dirceu desta quarta-feira (18) analisa o porquê do interesse de desviar o foco da CPI e a quem interessa? Leiam o post na íntegra clicando aqui.
Mas o caso não para por aí. Ainda tem muita poeira debaixo desse tapete que precisa ser esclarecida e investigada. Como é o caso do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte), que apontou irregularidades nas obras em que a Delta executava no governo, comandada pelo grupo de Carlinhos Cachoeira. Essa notícia foi publicada no Blog do Luiz Nassif, com o título:“Folha: Cachoeira usou Veja para pressionar o DNIT”.
E pra fechar com chave de ouro, temos o tucano José Serra que se solidariza com seu colega de partido Marconi Perillo, quando soube das gravações exibidas no Jornal Nacional, envolvendo o governador de Goiás no esquema de corrupção de Carlinhos Cachoeira. A Matéria foi publicada no Tijolaço: Serra solidário? Acredite, se quiser
Nós da equipe do MobilizaçãoBR, gostaríamos de convocar todos os mobilizadores a postar em seus facebooks, twittes e compartilhar com os amigos.

Um forte abraço

Equipe MobilizaçãoBR

terça-feira, 17 de abril de 2012

NOVELAS BRASILEIRAS PASSAM IMAGEM DE PAÍS BRANCO, CRITICA ESCRITORA MOÇAMBICANA


Extraído do Instituto Mídia Étnica em 17 abril 2012



Brasília - "Temos medo do Brasil." Foi com um desabafo inesperado que a romancista moçambicana Paulina Chiziane chamou a atenção do público do seminário A Literatura Africana Contemporânea, que integra a programação da 1ª Bienal do Livro e da Leitura, em Brasília (DF). Ela se referia aos efeitos da presença, em Moçambique, de igrejas e templos brasileiros e de produtos culturais como as telenovelas que transmitem, na opinião dela, uma falsa imagem do país.
"Para nós, moçambicanos, a imagem do Brasil é a de um país branco ou, no máximo, mestiço. O único negro brasileiro bem-sucedido que reconhecemos como tal é o Pelé. Nas telenovelas, que são as responsáveis por definir a imagem que temos do Brasil, só vemos negros como carregadores ou como empregados domésticos. No topo [da representação social] estão os brancos. Esta é a imagem que o Brasil está vendendo ao mundo", criticou a autora, destacando que essas representações contribuem para perpetuar as desigualdades raciais e sociais existentes em seu país.
"De tanto ver nas novelas o branco mandando e o negro varrendo e carregando, o moçambicano passa a ver tal situação como aparentemente normal", sustenta Paulina, apontando para a mesma organização social em seu país.
A presença de igrejas brasileiras em território moçambicano também tem impactos negativos na cultura do país, na avaliação da escritora. "Quando uma ou várias igrejas chegam e nos dizem que nossa maneira de crer não é correta, que a melhor crença é a que elas trazem, isso significa destruir uma identidade cultural. Não há o respeito às crenças locais. Na cultura africana, um curandeiro é não apenas o médico tradicional, mas também o detentor de parte da história e da cultura popular", detacou Paulina, criticando os governos dos dois países que permitem a intervenção dessas instituições.
Primeira mulher a publicar um livro em Moçambique, Paulina procura fugir de estereótipos em sua obra, principalmente, os que limitam a mulher ao papel de dependente, incapaz de pensar por si só, condicionada a apenas servir.
"Gosto muito dos poetas de meu país, mas nunca encontrei na literatura que os homens escrevem o perfil de uma mulher inteira. É sempre a boca, as pernas, um único aspecto. Nunca a sabedoria infinita que provém das mulheres", disse Paulina, lembrando que, até a colonização europeia, cabia às mulheres desempenhar a função narrativa e de transmitir o conhecimento.
"Antes do colonialismo, a arte e a literatura eram femininas. Cabia às mulheres contar as histórias e, assim, socializar as crianças. Com o sistema colonial e o emprego do sistema de educação imperial, os homens passam a aprender a escrever e a contar as histórias. Por isso mesmo, ainda hoje, em Moçambique, há poucas mulheres escritoras", disse Paulina.
"Mesmo independentes [a partir de 1975], passamos a escrever a partir da educação europeia que havíamos recebido, levando os estereótipos e preconceitos que nos foram transmitidos. A sabedoria africana propriamente dita, a que é conhecida pelas mulheres, continua excluída. Isso para não dizer que mais da metade da população moçambicana não fala português e poucos são os autores que escrevem em outras línguas moçambicanas", disse Paulina.
Durante a bienal, foi relançado o livro Niketche, uma história de poligamia, de autoria da escritora moçambicana.


Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil


Matéria extraída do CORREIO NAGÔ
http://correionago.ning.com/profiles/blog/show?id=4512587%3ABlogPost%3A255728&xgs=1&xg_source=msg_share_post

quinta-feira, 12 de abril de 2012


BAHIA: GREVE NA REDE ESTADUAL DE ENSINO


 Abril 2012

A greve é mais que um direito constitucional e um instrumento legítimo para os trabalhadores cobrarem aumentos salariais, proteção e ampliação de direitos e melhoria das condições de vida em geral.
Um movimento grevista também é um dos principais momentos para elevar a consciência crítica da população. É uma oportunidade de as pessoas se enxergarem como conjunto transformador, e por isso guarda em si potencial de catarse política, de passagem para uma experiência ativa de mudança do mundo social...
- Artur Henrique da Silva Santos Presidente da Central Única dos Trabalhadores.
Bastante oportuna esta observação do Presidente da CUT Artur Henrique, para o debate e a discussão a serem travadas sobre o caráter da greve na educação; aqui lidando diretamente com a greve ou o entorpecimento da educação por parte dos professores, que há muito, tem negado um debate com os estudantes sobre as questões que envolvem a frágil estrutura do sistema educacional brasileiro.
http://lucivaldofelix.blogspot.com.br/2011/05/escolas-estaduais-em-greve.html  
Preciso deixar claro que quando falo estudante, não estou falando de uma meia dúzia de profissionais de partido, que se apoderam das instituições e organizações estudantis afastando as entidades dos interesses dos estudantes, do debate em sala de aula e nos corredores – durante os anos 80 e primeira metade dos anos 90 houve uma tentativa de retomar o Movimento Estudantil, principalmente “secundarista”, para os estudantes; mas o processo de cooptação dos partidos chegando ao poder e vislumbrando novas perspectivas para estes jovens e adolescentes, falou mais alto.
Até o final dos anos 80 no movimento Estudantil a luta anti-racista e o papel que o racismo desempenhava na estrutura educacional brasileira era coisa do Movimento Negro; até que num belo Congresso da UNE uma negrada via, ouvia e não se sentia parte da coisa – era como se estivessem ali de penetras, e puxaram o côro: ACARAJÉ E ABARÁ, O POVO NEGRO TAMBEM QUER ESTUDAR!!!
E essa negrada que quer estudar vem hegemonizando a população das escolas públicas! Estou dialogando com militantes da luta anti-racista procurando refletir que nem mesmo as leis 10639 e 11645 serviram para contar com a solidariedade dos segmentos “avançados” que “militam” pela educação! E aqui vale a saudosa e sempre atual pergunta que o meu amigo e irmão Kuka Matos fez no 1º SENUN: A UNE UNE QUEM?  O susto que esquerda e direita que sempre formaram um time compacto quando o assunto é questão racial, de tal modo que rapidamente mudaram de opinião sobre políticas afirmativas e reparatórias e começaram a querer mais dos seus braços no movimento de luta social do povo negro.
Faço parte de uma geração que se conscientizou que não faz sentido cobrar algo destas instituições criadas no processo da nossa exclusão; a estrutura é deles e é lá que eles se reciclam!!! Por esta razão precisamos refletir sobre o entorpecimento da educação por parte dos professores.
A GREVE como vêm sendo feita não nos contempla o nosso povo e só contribui como opressor! Professores se reúnem, discutem, decidem greve! Em seguida os estudantes ficam a deriva... São incapazes de levar o debate para as escolas, ir para as salas de aula debater, não percebem que “o movimento grevista também é um dos principais momentos para elevar a consciência crítica da população”.
Decretada a greve, os estudantes vão para casa e ficam com os pais e ou responsáveis acompanhando aos programas sensacionalistas a serviço da exploração, informações sobre o andamento da “greve”; o mais curioso é que o comando de greve como já ocorrera em muitos casos, quando saem da assembléia, vão direto para os programas sensacionalistas e paternalistas dar um relatório para a sociedade, os mesmos programas que violentam acintosamente aos Direitos Humanos!
E por qual razão um movimento paredista na educação não pode discutir a saúde da população, com toda a extensão que o termo saúde comporta, considerando que a educação é a base para um entendimento pleno de saúde? E por qual razão abrir mão do potencial transformador que é ferramenta de trabalho do professor no processo de produção intelectual? Será que é tão difícil perceber que o patrão do professor na escola pública só vai sentir se “a coisa pegar” nas urnas, e para que a ação paredista tenha reflexo nas urnas é fundamental que o movimento paredista aconteça na base, inclusive para combater a dispersão?
http://lucivaldofelix.blogspot.com.br/2011/05/escolas-estaduais-em-greve.html
Por mais paradoxal que possa parecer o movimento paralisador na educação como esta posto, termina por acalentar e confundir junto a opinião publica a imagem do patrão que vão dividir os mesmos espaços da mídia sensacionalista, vão falar, falando e falando e a população ansiosa pelo fim da paralisação! O temor que uma escola publica pode provocar é o levante desses excluídos, a partir do momento em que começar a despertar para o conjunto de verdades que lhes é negada – voltamos ao presidente da CUT:, quando ele fala do potencial de catarse política, de passagem para uma experiência ativa de mudança do mundo social...
Mobilizações artísticas e culturais, rasgar o programa formalzinho conservador e fomentar oportunidades de diálogos que o conjunto de regulações numa escola programada para ser reflexo da sociedade impõe por goela abaixo no cotidiano dos professores, confrontarem em sala de aula, ganhar as ruas, assembléias nas escolas e muitas outras mobilizações capazes de manter uma dinâmica de aula de enfrentamento direto; cruzar os braços e esperar pela mídia conservadora o resultado é ingênuo demais para uma categoria que tem como matéria prima a arma mais poderosa que uma sociedade pode ter.
É assim que Adailton Poesia canta: “...Num triste legado da escravidão / a necessidade fazendo a razão / dói ver em cada esquina partir um irmão / que tombou sem direito a opção...” Para os nossos não haverá reposição!!! Para os nossos, assim como os governos por Bob Marley, os professores irão desaguar todo o seu ódio!!! As escolas não conseguem dialogar e/ou são mantidas para este propósito, vão continuar fechando por falta de alunos que categoricamente não vêem perspectivas no limitado conjunto de experiências que a vida escolar lhes oferece e os governos abrindo mais delegacias, contratando mais policiais e investindo em equipamentos cada vez mais sofisticados de repressão policial
Certa feita um amigo, um irmão que tenho um carinho muito grande e membro daquela numerosa família severinista, do início dos anos 80, fez uma pichação profética numa pilastra da escola e foi motivo de chacota na época: ABAIXO O AUTORITARISMO DA DIREITA CONSERVADORA! 1981 / 1982; um visionário que já antevia a chegada da DIREITA PROGRESSISTA.






quarta-feira, 11 de abril de 2012

BRASIL DE FATO: INFORMAÇÃO E CONTATO

  DESTAQUES
Ditadura civil-militar
O médico-legista da ditadura é seu vizinho
No dia do médico-legista e do jornalista (dia 7/04), o "esculachado" foi Harry Shibata, médico que falsificou os laudos de Herzog e Marighella
Nélson Norberto

-> "Se não há justiça, há escracho"
-> Samba, memória e poesia contra as injustiças do Estado
-> Promotor militar explica tese jurídica que abre brecha na Lei da Anistia

  NACIONAL
Privataria Tucana
Em duas semanas, campanha "Brasil de Fato Especial Privataria Tucana" já arrecadou 20 mil reais
Foram depositados R$ 20.041,59, doados por 309 brasileiros e brasileiras que querem que a população conheça as denúncias do livro
da Redação

Campo
E a reforma agrária, presidenta Dilma?
Aline Scarso

-> Pouca disposição para o conflito
-> Movimentos sociais buscam unidade no campo

Boicote a Israel
No Brasil, Roger Waters defende a causa palestina e sofre ameaça
Baby Siqueira Abrão

Transgênico
Justiça condena Monsanto por cobrança indevida de royalties
da Redação

Pará
"O governo empurra sim Belo Monte goela abaixo", diz Erwin Kräutler, bispo do Xingu
Leonardo Boff e Erwin Kräutler, da página do IHU

Entrevista - Oriente Médio
“A economia capitalista está em crise e as contradições tendem a se aguçar”, avalia Armando Boito
Nilton Viana

Paraíba
A memória "perigosa" das Ligas Camponesas
Alder Júlio

  INTERNACIONAL
Nobel de literatura
O poema que desmascarou Israel
O escritor alemão Günter Grass, prêmio Nobel de Literatura de 1999, provoca polêmica ao publicar um poema afirmando que Israel é um risco à paz mundial
Baby Siqueira Abrão

Oriente Médio
Tribunal Penal Internacional rejeita investigar crimes de Israel contra palestinos
Baby Siqueira Abrão

Reforma agrária
Amigos do MST nos EUA protestam contra a realidade do campo brasileiro na visita de Dilma
da Página do MST

  CULTURA
Dia Internacional do Teatro
Ato em São Paulo reivindica políticas públicas voltadas para a cultura
Manifestação contou com cerca de 50 coletivos artísticos componentes do movimento de teatro de grupos
Jade Percassi

"Arte na lata"
“Batendo na lata para não apanhar na vida”, um projeto cultural que transforma lixo em música
José Neto

Cinema
Natal tem ciclo de filmes sobre a América Latina
da Redação

Ditadura civil-militar
Sábado resistente abordará os 40 anos da Guerrilha do Araguaia
da Redação

  ANÁLISE
Viver a Páscoa hoje
A fé esvazia o sentido da ressurreição de Jesus quando não se pergunta pelas razões de sua morte. Ele não queria morrer, suplicou a Deus que afastasse dele aquele cálice de sangue.
Frei Betto

Não basta ser bom, importa ser misericordioso
Leonardo Boff

Venezuela, dez anos após o golpe
Pedro Silva Barros e Luiz Fernando Sanná Pinto

Viva Millôr
Silvio Mieli

Edward Palmer Thompson: uma vida extra-muros
Marcos Alvito

Cachoeira e o chefe da Veja
Altamiro Borges

  EDIÇÃO 476 - A partir de quinta-feira (12) nas bancas em todo o país     ASSINATURAS
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Esse é o boletim informativo do jornal Brasil de Fato, enviado eletronicamente. Se você não quer mais recebê-lo, envie um e-mail para o endereço agencia@brasildefato.com.br e coloque no assunto: descadastramento. Para passar a receber e acompanhar as atualização da página de nosso jornal, escreva para agencia@brasildefato.com.br e coloque no assunto: cadastramento

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Geraldo Vandré quebra o silêncio (4/4)

Geraldo Vandré quebra o silêncio (3/4)

Geraldo Vandré quebra o silêncio (2/4)

Geraldo Vandré entrevistado pelo canal Globo News (Setembro de 2010) - 1...

Festival Record 1967 - Roda Viva - Chico Buarque

1967 - Gilberto Gil - Domingo no Parque

jair rodrigues-Disparada festival record 1967

ATÉ HOJE OS PRECONCEITUOSOS ACREDITAM QUE ESTE TALENTO FOI UMA SURPRESA, UMA ESPECIE DE OBRA DO ACASO!

Tony Tornado BR3 VIDEO ano 1970 Festival da Canção

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE HISTÓRIA


PROCURE CONHECER MELHOR ESTA LUTA!

http://www.anpuh.org

EDITORIAL

Janeiro e Fevereiro são, para boa parte dos colegas historiadores, meses de descanso e lazer. Nós, da Diretoria da ANPUH, também gozamos de momentos de férias ao longo deste período. Porém, a entidade continuou atuando em prol das causas de interesse de nossa categoria profissional.
Além do funcionamento administrativo normal, que inclui responder as inúmeras mensagens e convites que recebemos e gerir as novas associações e a contabilidade da entidade, a ANPUH manteve assíduos contatos telefônicos com a assessoria do Senador Cristovam Buarque, que está com a relatoria de nosso projeto de regulamentação da profissão de historiador na Comissão de Assuntos Sociais daquela casa legislativa. Nesses contatos, fomos informados que existe uma certa resistência do Presidente do Senado, José Sarney, e da Presidenta da República, Dilma Rousseff, em sancionar novos projetos de regulamentação profissional, mas insistimos que nosso projeto não tem um caráter excludente (ou seja, diferentes profissionais vão poder continuar escrevendo e falando sobre o passado), mas sim o intuito de assegurar a presença de profissionais com formação específica em instituições voltadas ao ensino e à pesquisa de História. Os assessores receberam positivamente essa informação e comprometeram-se com a tramitação do projeto. De qualquer forma, solicitamos às regionais e aos associados que pressionem seus representantes no Senado pela aprovação do projeto e escrevam aos senadores Cristovam e Sarney com a mesma solicitação. Os e-mails são: cristovam@senador.gov.br; sarney@senador.gov.br.
Lembrem-se, trata-se do Projeto de Lei do Senado n. 368 de 2009.
Também continuamos em contato com as autoridades competentes tratando da importância da presença de historiadores profissionais na Comissão da Verdade, que irá apurar as violações contra os direitos humanos cometidas por agências estatais entre 1946 e 1988 (nesse ponto, nossa principal interlocutora é a Secretária Nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário), e do verdadeiro atentado que está sendo cometido em diversas instâncias do Poder Judiciário contra a memória e a história nacionais, com a destruição de fontes históricas importantíssimas (quanto a isso, estamos agindo em relação às instâncias federais, como o STF e o CNJ, mas solicitamos às seções regionais e aos associados que verifiquem a situação dos acervos dos tribunais regionais e denunciem publicamente se danos ao patrimônio documental estiverem ocorrendo). Com este intuito, enviamos correspondências e publicamos algumas matérias na imprensa.
http://www.anpuh.org
Além disso, recebemos convites para participar de muitos encontros estaduais que ocorrerão a partir de julho, evidenciando que também as regionais estiveram muito ativas durante o período de "férias". Sempre que convidado e que for possível, o presidente da ANPUH participará dos encontros estaduais, conhecendo e prestigiando a rica discussão historiográfica realizada em diversas partes do Brasil (quando os encontros se superpuserem, outros membros da diretoria representarão a entidade). Também muitas regionais estão dando continuidade, com o apoio da Tesouraria, à sua institucionalização, com o seu registro em cartório e aquisição de CNPJ próprio, o que só conflui para a profissionalização e modernização da Associação.
A Revista Brasileira de História se prepara para um grande desafio em 2013: colocar em prática o projeto de internacionalização que nos fez ser escolhida por unanimidade pela Capes para receber apoio durante os próximos cinco anos. A Revista Brasileira de História pretende ampliar o número de artigos publicados, implementar uma edição trilíngue (português, inglês e espanhol) e estender o número de indexadores internacionais, a fim de aumentar a visibilidade da produção acadêmica nacional no exterior. Quanto a Revista História Hoje podemos anunciar que estamos auspiciosos quanto ao primeiro número da "nova fase" que será lançado nos próximos meses.
Ainda tivemos as articulações dos fóruns de Pós-Graduação (com reunião prevista para Fortaleza nos dias...) e do Fórum de Graduação com reunião do Coordenador junto ao GT Ensino de História e Educação (com a participação de várias regionais) que ocorreu no dia 23 de março de 2012, em São Paulo, na sede da ANPUH, com uma extensa pauta fundamental para as graduações:
• Balanço da situação dos GTs regionais de Ensino de História e definição de estratégias para sua organização ou reorganização;
• Participação do GT na campanha de filiação junto aos professores da Educação Básica;
• Balanço e perspectivas de desenvolvimento da Pesquisa "Panorama do Ensino de História" e outros projetos;
• Discussão sobre o papel do GT no debate acerca das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, os currículos estaduais e o ensino da disciplina na Educação Básica;
• Definição de estratégias para apoiar as ações da atual diretoria da Anpuh;
• Construção da agenda de encontros nacionais e regionais para o biênio.
Ou seja, muitas lutas e muito trabalho nos esperam este ano, as quais só poderão redundar em resultados satisfatórios com o apoio das regionais e do conjunto dos associados.
Desejamos aos colegas professores de História um bom início de ano letivo e a todos os colegas historiadores meses repletos de satisfações pessoais e profissionais.
Saudações Anpuhanas,
Benito Schmidt
(Presidente da ANPUH – Gestão 2011-2013) .