quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

CURSOS ESCOLA OLODUM

ATÉ 7 DE MARÇO -  INSCRIÇÕES PARA CURSOS GRATUITOS DA ESCOLA OLODUM

A Escola Olodum inscreve até 7 de março, para os cursos de Percussão Samba-reggae, Dança Afro, Coral Afro, Canto e Guitarra oferecidos gratuitamente. Os candidatos devem ser crianças e adolescentes, dos 07 aos 21 anos, que estejam matriculados em escolas públicas. Serão atendidos 330 alunos, divididos nos turnos matutino e vespertino.

Para se inscrever é necessário:

  • O preenchimento de todos os campos da ficha de matricula, fornecida pela Escola Olodum;
  • 01 Foto 3X4 recente;
  • Fazer uma redação sobre o tema apontado;

Cópias dos seguintes documentos:

  • Matricula na escola pública – municipal, estadual, comunitárias ou filantrópicas
  • Carteira de identidade
  • CPF
  • Salvador Card
  • Comprovante de residência

Após o processo de inscrição os candidatos participarão do processo seletivo, por meio de audição de aptidão para o curso escolhido.

Para efetivar a vaga é necessário que após o processo seletivo dos candidatos, os pais ou responsáveis assinem a autorização de uso da imagem e a matricula.

Esta atividade da Escola Olodum é patrocinada pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Desenvolvimento e Cidadania e busca unir prática e teoria, arte e tecnologia, valores culturais comunitários e globalização, para tornar viável a missão do Olodum que é desenvolver o exercício da cidadania e preservação da cultura afro, por meio das artes.

Os candidatos aprovados receberão, além de todo o material didático e lanche, a oportunidade de participar das atividades da Escola da maior banda percussiva do planeta, que tem o objetivo preservar e valorizar a cultura negra, buscando construir uma identidade cultural e a valorização dos afro-brasileiros.

Se inscreva e participe!!! Venha aprender a tocar, cantar, dançar e produzir eventos junto com quem mais entende de samba-reggae!!!

Maiores informações:

ESCOLA OLODUM

Coordenação: Mara Felipe e Cristina Calacio

Rua das Laranjeiras, 30 – Pelourinho 40026-230 Salvador – Bahia

Telefone/Fax: 3322 8069 E-mail: escolaolodum@uol.com.br



domingo, 26 de fevereiro de 2012

CONCURSO SECRETARIA DE CULTURA DA BAHIA

Escrevi ontem neste espaço sobre o edital da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia para seleção, apenas por currículo e entrevista, para contratação de nove servidores com nível de instrução superior, um para cada uma das nove “regiões culturais” discriminadas no próprio edital. Contratações pelo sistema Reda, com remuneração de R$ 1.980, mais auxílio alimentação de valor não divulgado.

Octávio Mangabeira, político da extinta UDN, foi eleito e governou a Bahia de 1947 ao final de janeiro de 1951. Uma de suas principais obras foi imaterial, um insight que teve durante uma conversa com um interlocutor sobre cuja identidade a história não manteve registro. Ele disse, de repente: “Pense um absurdo. Na Bahia tem precedente”.

Ultimamente, como assinalei ontem, a frase de Octávio Mangabeira é hoje conhecida não somente na Bahia como no país. Uma legenda baiana tão “valiosa” quanto a mineira “Minas está onde sempre esteve”, tornando-se praticamente um lugar comum, pela frequência com que é citada ante os absurdos que quase diariamente explodem nas nossas caras.

Para lembrar: os candidatos ao concurso, nos termos do edital, poderiam obter até 10 pontos graças “à atuação em sindicatos, partidos e organizações da sociedade civil”.
O superintendente de Desenvolvimento Territorial, Adalberto Santos, foi considerado responsável (não sei se por ter escrito o edital ou porque este saiu de sua área para a assinatura do secretário Albino Rubim, que assinou sem ler, quer dizer, não sabia de nada, à maneira de Lula no caso do Mensalão) e pediu demissão depois que o escândalo explodiu na mídia. O secretário aceitou a demissão. Não se esperava que recusasse.
Vale referir aqui um caso recente, não igual ou idêntico, mas assemelhado.
 
Uma digressão rápida. Historicamente, os delegados de polícia do interior e os diretores e vice-diretores de estabelecimentos de ensino estaduais eram indicados por políticos. O deputado governista levava a relação de nomes para os cargos a que tinha “direito” ao governador e este, uma vez aprovando, determinava que o secretário da Educação desse seguimento.
 
Bem, melhorou, os delegados progressivamente foram passando a ser bacharéis em direito aprovados em concurso público. Mas na área da educação não houve avanço correspondente no método de escolha.
Adeum Sauer, quando secretário da Educação (já não está no cargo), julgou oportuno inovar. Deve ter imaginado, com algum raciocínio tecnicista, que ia “aperfeiçoar o sistema”, mas, como a teoria na prática é outra, cometeu um desastre: emitiu uma circular para os partidos da base governista solicitando que indicassem diretores (as) e vice-diretores (as). Isto é, transformou o dissimulado pelo aparelhamento explícito e documental do Estado pelos partidos. Claro que a iniciativa não se sustentou, fenômeno que acabou acometendo também o secretário.
Ivan de Carvalho
Edital confirma insight Publicada: 25/02/2012  |  Atualizada: 25/02/2012
 
Mas voltemos a Octávio Mangabeira. O edital maldito da Secult foi cancelado instantaneamente, após criticado pela mídia, e um comunicado a respeito foi posto no portal da Secretaria, na Internet. 
Quanto a mim, numa primeira avaliação, ontem, disse que o edital muito doido desmoralizara a famosa citação que se faz de Otávio Mangabeira e o deixara, do lado de lá, onde já está, “com a cara mexendo, incrédulo da inutilidade de seu genial insight”.

Tolo que fui. O celerado edital apenas cria mais um precedente baiano para absurdos idênticos que venham a ocorrer mundo afora (países de partido único presentes ou passados não valem). O edital da Secult confirma o insight de Mangabeira. Aliás, a tresloucada circular de Adeum Sauer, idem.
 

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Carnaval de Salvador: a Crise da Cultura Mercadoria



Pça Castro Alves carnaval 2012 - segunda feira 14h
PROFESSOR CLÍMACO DIAS EM 2007 - SOBRE O CARNAVAL DE SALVADOR:

http://www.veracidade.salvador.ba.gov.br/v2/index.php?option=com_content&view=article&id=19&Itemid=3

MP pretende acionar Bloco "As muquiranas" por violência contra mulher

MP pretende acionar Bloco "As muquiranas" por violência contra mulher

Depois de desfilar três  dias no Campo Grande, o Bloco "As Muquiranas" deve ser acionado pelo Ministério Público da Bahia. O órgão vai acionar a direção do Bloco para prestar esclarecimentos sobre queixas de agressões contra mulheres durante o carnaval. A promotora Márcia Teixeira, do Núcleo de Defesa da Mulher, tem pelo menos 30 ocorrências de violência contra as foliãs cometidas por integrantes do Bloco.

Os dados do observatório da discriminação racial e violência contra a mulher apontam que, em um ano, houve um aumento de 68% nas agressões contra as mulheres durante o carnaval. Em 2011, foram  registradas 91 ocorrência, contra 153 contabilizadas em 2012. Os associados do Bloco estão envolvidos em 21% dos casos registrados neste ano.

O diretor  do Bloco vai esperar a convocação do MP para propor uma nova campanha junto aos associados.

Neste carnaval 2012, eu vi a coisa desandar!!! Os foliões fantasiados de MUQUIRANAS, impuseram a quem bem entendessem suas brincadeiras e seu modo de ser - foi tudo na força!!! Tomaram conta das ruas e só agora tenho noção que a coisa foi muito maior do que eu imaginava estar acontecendo - em grupos, atacavam com os jatos d´'água as pessoas indiscriminadamente; e aquela pessoa que demonstrasse insatisfação era alvo de agressão de toda sorte! Tenho convicção que a partir de agora, muitas outras pessoas irão se convocadas apresentar suas queixas e registrar as violências que foram vitimas por parte dessa rapaziada no carnaval.
Um temor ficou estabelecido nas ruas... Duas cenas que me chamara atenção:
A primeira no Campo Grande, um moço tentou se desvencilhar dos jatos disparados por uma turma de foliões com a fantasia do bloco as Muquiranas e se bateu com um grupode policiais que nem conversaram com o rapaz e atropelaram o moço!
A segunda foi na liberdade; estava no ponto na segunda feira quando um grupo de foliões fantasiados com a roupa do bloco as Muquiranas disparou o jato d'água contra todos no ponto! De imediato um homem sacou uma arma e foi contido pela familia... O curioso nesse episódio é que as pessoas que estavam no ponto foram contra a companheira e os filhos do moço achando que ele deveria ter disparado contra o carro. A discussão ficou no ponto sobre a qualidade da água, se era água ou não!!! O certo é que não dá para comparar com as lanças que as crianças molhavam caretas em outros carnavais...
São momento distintos e que entre outros chamam a reflexão de que é preciso haver um entendimento e uma compreensão melhor do que vem a ser o espírito do bloco e que nem todas as pessoas estão dispostas a participar daquilo que consideram BRINCADEIRA... Afinal, é muito relativo esta questão de ser agradável ou não... O que é brincadeira para uns, pode ser agressão e desrespeito para outros e isso deve ser respeitado! A direção da entidade precisa desenvolver um trabalho mais intenso sobre o que vem a ser o propósito real desta, considerando que o proprio termo MUQUIRANA é pejorativo e isso pode estar confundindo muitos foliões...


Redação do ITAPOAN ON LINE - 24/2/2012 às 20:41

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

REFLEXÕES SOBRE UMA CAMPANHA ANTI A MINISTRA LUIZA BAIRROS

REFLEXÕES SOBRE O TEXTO INTITULADO: Com avaliação de apagada, Bairros deve sair na reforma – Publicado Pela Agência de Informação Multiétnica AFRO PRESS: 
por Eduardo Sergio Santiago de Queiroz
Existem algumas coisas que precisam ser colocadas nos seus devidos lugares antes de se fazer uma avaliação de nove meses de gestão a frete de um Ministério que não é ministério! As minhas discussões já vêm do eufemismo utilizado para driblar a comunidade negra em um dos vários recursos das elites colonizadoras neste país.
É preciso olhar o que significa para a comunidade negra esses poucos anos de existência deste setor que parece ser MINISTÉRIO mais não é! Estamos falando de um país em que as elites lutam com todas as suas garras para não ceder um palmo da sangria e pilhagem que enriqueceram seus cofres e que garante o poder para gerações e mais gerações dos seus descendentes. E essa elite é branca… E ela ainda não se deu por vencida e resiste de tal modo que além de mutilar aquilo que seria um estatuto da Igualdade Racial, assume o parlamento brasileiro para defender a volta da chibatada.
O que é ser apagado para os pretos neste país? É cair nas esquinas “num triste legado da escravidão/ a necessidade fazendo a razão/ dói ver em cada esquina partir um irmão/ que tombou sem direito a opção” – Adailton Poesia e Valter Farias. Neste caso, estão cobrando luzes, holofotes da mídia e joguetes de inaugurações: àquela coisa do QUANTO VALE OU É POR QUILO? Pretos e pobres famintos, correndo, abraçando e inaugurando esses elefantes brancos ou cursos que prometem manter nosso povo como ajudante disso e/ou daquilo outro eternamente. Mas, com a mídia, as luzes etc. Na tradição do nosso povo aprendemos a dar bombons a crianças não como forma de ludibriá-las.
Quero salientar que a matéria qual estou me referindo é de uma violência estarrecedora; na visível usura pelo cargo, o pessoal da Afro Press (Agência de informação Multi Étnica)  - considera que a PERFORMANCE da Ministra Luiza Bairros é apagada; a professora Luiza Bairros têm uma trajetória de militância na luta por igualdade racial e contra o racismo neste país, que não permite a ela assumir um cargo publico para ficar atrás de Performance e malabarismos que venham agradar aqui, acolá e que a mantenha afastada das bases. Vocês podem reconsiderar ou levar a mentira em frente – mas, Ela não deixa de ser dirigente do Movimento Negro Unificado, (que apesar de não estar com o vigor de outrora vocês se sentem incomodadíssimos com ele), para se dedicar a ong’s, o seu engajamento na luta anti-racista ganha dimensões internacional. Ou seja, por estar em Brasília você tem que perder a referência de quem é o nosso povo.
Mas essa prática de primeiro desqualificar, negar a pessoa e seus atributos para depois justificar a sua ausência, não é novidade! As elites colonizadoras neste país sempre fizeram uso desse recurso; quando não faziam diretamente, entravam em cena capitães-do-mato, vendedores de cabeças – “Afropress apurou junto a analistas com trânsito na Esplanada dos Ministérios, que o estilo da ministra é visto como distante do papel de um ministro de Estado”. Quer dizer: A professora Luiza Bairros está sendo alvo da barbárie do preconceito! O estilo dela: ou seja, a maneira dela andar, falar, comer, se divertir, se vestir e ser etc. Não corresponde a um Ministro… Quer dizer: Uma Ministra negra deve se comportar e possuir o estilo de um homem. Isso é monstruoso!
Essa citação da Prof Kátia Mattoso (Ser Escravo no Brasil p.105-106) é pertinente, e é sempre bom lembrar como a coisa funciona na história.
Dizem-se crioulos os escravos nascidos no Brasil e que logicamente, falam realmente o português. Em geral, foram criados na família do senhor e são fortemente marcados pela sociedade dos brancos. Para eles os problemas de adaptação serão muito sérios, pois cedo sentem a necessidade serem melhor assimilados pelo conjunto da sociedade. Nessa sociedade escravista existe uma certa mobilidade que permite passar da condição de mão-de-obra à artesão de talento ou de domestico, por exemplo, que proporciona também a esperança de uma alforria, se os valores ocidentais forem aceitos e renegada a herança africana. De fato, o forro é sempre relançado pelos brancos à comunidade dos negros; esta comunidade negra está sempre a receber novos membros vindos da África e não está necessariamente disposta a repelir a herança cultural dos ancestrais para aceitar a dos brancos. Daí as tensões que agitam continuamente o grupo escravo, retesado entre seus crioulos e seus africanos: o crioulo é objeto de contradições irredutíveis entre brancos e negros, é o que tem maiores dificuldades de assumir sua individualidade, pois os poderosos esperam muito mais do escravo crioulo que do africano, e não lhe perdoam coisa alguma.
É esse produto de contradições, preparado no mundo dos brancos que ao ser jogado para viver e/ou fiscalizar o nosso viver, faz a leitura bandida e perversa de que Edson Cardoso dividiu o Movimento Negro Brasileiro! Sem dúvida alguma esse desequilíbrio mostra que o alvo é o poder; Edson Cardoso é um dos maiores quadro que o Movimento Negro construiu em sua trajetória de resistência neste país e merece respeito. Outro termo folclórico conheci neste artigo da Afro Press: “mídia focada na temática étnico-racial brasileira” – é um segmento da mídia que descobriu esse filão; beleza! Nós somos tema para eles venderem e viverem em cima disso, Porreta essa!!! E se você não der reportagens e furos, eles vão lutar para te derrubar – era só o que faltava, aliás, estava demorando: A GLOBO DOS PRETOS.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Cordas e Camarotes: cinturões da exclusão

A recente declaração de Bell Marques (Chiclete com Banana), justificando a manutenção das cordas no carnaval de Salvador, é o sintoma mais aparente do preconceito de classe que subsiste na Bahia. A novidade é que, ao expressar publicamente sua índole, Bell aperta, até o último buraco, o cinturão da exclusão na maior festa popular do mundo.
Poderíamos dizer que se trata de uma fala isolada, um deslize. Não é o caso. O carnaval dá relevo a uma situação sistêmica da desigualdade em Salvador. Bell Marques e sua turma acentuam a discriminação, empurrando as cordas e o preconceito contra aqueles que, ironicamente, deram-lhes palco, prestígio e riqueza.
O silêncio de outras estrelas da axé music diante de tal declaração é um aval ao apartheid pretendido por muitos blocos, camarotes e suas correias de transmissão instaladas nos órgãos e secretarias da (des)governança da cidade de Salvador. Eles não podem continuar dando as cartas. E o município não pode amesquinhar-se ante aqueles que operam no submundo do esquema marqueteiro.
Da aviltante “popcorn experience” — acreditem: um cercado que permite aos ilustres pagantes dos camarotes a vivência do carnaval no asfalto “sem se misturar” — ao sequestro dos espaços públicos por alguns camarotes, tudo parece nos expulsar do carnaval.
Não carrego ilusões. O carnaval baiano não é a festa da igualdade. No limite, ele subtrai o distanciamento físico de estratos sociais, falseando uma equidade que, na realidade, se apresenta apenas de forma simbólica durante 6 dias. Ou seja: entre “chupar um geladinho na corda” e apreciar um drink no espaço gourmet do camarote, há um imenso abismo. Inclusão social? Capitalismo de estado? Qual? Aquele que oferece 9.837 m2 ao Camarote Salvador e 0,6 m2 ao isopor de cerveja?
É bem verdade que o carnaval não será o locus da superação de disparidades sociais históricas. Trata-se de uma festa. Mas é exatamente por isso que o vetor mercadológico deveria estar submetido ao core cultural da festa. E não o contrário. O carnaval também é um campo de disputa política. Cordas e camarotes até podem ser justificáveis em algumas situações. No entanto, usá-los como forma de opressão é inaceitável.
Bem, eu poderia fugir do carnaval e virar as costas pra tudo isso. Mas estarei ali, ocupando o espaço público, na companhia de cidadãos que querem celebrar o carnaval, que exigem respeito e dignidade. E não apenas porque pago os meus impostos — o que me reduziria a um simples consumidor de serviços públicos. Mas, sobretudo, porque vivo nesta cidade.
Minha fórmula? Abaixem as cordas e desçam do camarote. Venham viver não a “popcorn experience”, mas a “human experience”. Depois de 35 anos pulando atrás do trio de Dodô e Osmar, eu garanto: além de uma atitude cidadã, é muito mais divertido!


Messias G. Bandeira
http://www.reverbnation.com/messias?eid=A247327_11334371_13879710_lnk1012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

CARNAVAL DE SALVADOR / O TRIO ELETRICO RESISTE

 
 E sobrou para as cordas! Corda não pensa, não fala, portanto terminou o carnaval de 2012 como a grande vilã; ledo engano – ou se trata de uma jogada de mestre daqueles que transformaram a corda num mecanismo de extorsão e pilhagem da alegria e da coisa alheia. Isto é visível quando se olha a função e o papel exercido pela corda nos Desajustados, Os Brutos Também Amam, Barrabas etc. E a função da corda nos Internacionais, Corujas, Lord’s, Traz os Montes etc.
É não querer enxergar a realidade; a busca por um espaço maior para ampliar o enriquecimento das elites que dominam os setores de turismo e estendeu os tentáculos para demais segmentos que foram incorporados a estrutura da festa, do final dos anos 70 até aos dias atuais é que precisa ser revisto. Passando um olhar pela estrutura, posso esquecer-me de alguma coisa ou, não conseguir vê-la; mas, é perceptível o processo de domesticação do Trio Elétrico, e isso é muito profundo!
É preciso conversar um pouco sobre isso! O caminhão da alegria nasceu na contra-mão e é um transgressor por natureza... Para fazer seu ritmo, só mesmo algo genuíno da terra! Ele pode ser palco para comício, shows etc; mas, na hora em que ele está em sua essência, o seu ser, o Trio Elétrico “é guitarra baiana no ar” e por mais que sejam feitas evoluções e misturas, a sua dança não impõe regras e/ou limites...  É assim que a guitarra baiana em seu casamento com o Trio Elétrico fez surgir a expressão: PULAR CARNAVAL!
E o Trio Elétrico tem em si toda uma dinâmica cultural que foi violentada barbaramente por conta da “usura dessa gente que virou um aleijão”- e nessa dinâmica de vida que fazia pulsar esse processo de energização que Moraes Moreira traduziu na equação: frevo + trio = povo! Aparentemente simples, mas confusa e complexa quando se busca um resultado de equação que seja satisfatório, envolvendo o povo, desde que o resultado seja o bolso de uma minoria!
A estrela do carnaval participação é a criatividade e a presença marcante do povo! Essa é a grande fonte de inspiração... O poder público tem um papel estratégico e fundamental no desmoronamento dessa estrutura perversa que sangra o carnaval e excluiu o caráter participativo da festa. Os investimentos de governo e os trabalhos da rádio e TV educativa devem ser orientados no sentido de valorizar as festas populares em sua base de relação com o povo como contraponto ao massacre que a mídia comercial faz a partir do “esquema da mais pedida” – que impõe música e artista!
Este carnaval mostrou que o povo gosta de folia e que por mais alegórico ou redundante que possa parecer, quer carnaval no carnaval!!! O povo pulou e curtiu o carnaval trieletrizado de Armandinho Dodô e Osmar, de Moraes Moreira e de Retrofoguetes. Sem essa da necessidade de fabricar a “musica do carnaval”; a musica do carnaval é aquela que faz o momento e ela pode ter sido lançada esse ano como há dez ou mais anos atrás; trata-se do dialogo, da forma como aquela poesia foi encaixada no espírito do momento em que a pessoa estava aproveitando a folia!!!  Quer fosse amando, rindo, brincando ou ate mesmo se aborrecendo, é a trilha sonora do momento que faz a coisa. E não, aquela que é massificada, que é forçada e imposta quase que por osmose.
É este circo que ainda faz uso de chicotes e ferroadas entre alternativas macabras para domar animais, que a rádio e TV educativa devem servir de contraponto, enquanto que o governo não pode alimentar projetos que possuem como suportes em seus objetivos e justificativos o seu potencial de cercear a capacidade de reflexão, de criação e de participação do povo!
A experiência do Brasil em criar modelos de exploração humana como o chamado racismo velado, dá o toque da caixa que tenta simbolizar ou incriminar a corda como única vilã do processo hoje condenado por todos; é importante deixar claro que a corda é um ínfimo detalhe na estrutura de dominação que faz hoje o carnaval de Salvador! Até porque, àquele perfil de associado que no inicio dos anos 80 pagava para sair protegido e depois com as chamadas estrelas, hoje em dia é o público que vai para os camarotes – basta olhar para blocos como Inter, (os Internacionais), Eva, Cheiro de Amor, Pinel e Corujas etc. Hoje! Ou seja, a coisa começa a se alimentar das próprias vísceras.
“As chamadas “tias” baianas tiveram um papel preponderante no cenário de surgimento do samba no Rio de Janeiro, no final do século XIX e início do XX. Além de transmissoras da cultura popular trazida da Bahia e sacerdotisas de cultos e ritos de tradição africana, eram grandes quituteiras e festeiras, reunindo em torno de si a comunidade que inundava de música e dança suas celebrações – as festas chegavam a durar dias seguidos. Nessa época, viviam Tia Amélia (mãe de Donga), Tia Prisciliana (mãe de João de Baiana), Tia Veridiana (mãe de Chico da Baiana) e Tia Mônica (mãe de Pendengo e Carmen do Xibuca). Mas a mais famosa de todas foi Tia Ciata, em cuja casa nasceu o samba.”

http://mulheresdeaxe.blogspot.com/2009/02/tia-ciata-de-oxum.html
Sem rodeios, as tias baianas foram expulsas da Bahia; Francisco Gonçalves Martins, chefe da polícia na época da revolta malê, se torna presidente da província da Bahia em um período que fica conhecido como DIÁSPORA BAIANA” – hoje há quem queira usar a idéia truculenta e imoral que o Samba nasceu na Bahia... Aliás, a Bahia fez de tudo no combate a essa memória ancestral! E essas guerreiras foram fundamentais para que esta herança chegasse aos nossos dias.

Venho com esta discussão para mostrar como a elite na Bahia é perversa com a referencia popular quando se trata de identidade! Destronaram o Trio Elétrico e a GUITARRA BAIANA que deu origem ao Trio foi condenada, expulsa e tudo tem sido feito para mantê-la longe do convívio do Trio Elétrico, e “SOM DO TRIO É GUITARRA BAIANA NO AR”... E quando essa coisa energizada por poesia e uma velocidade musical que sai TRIELETRIZANDO tudo conforme cita Moraes Moreira em Sonhos Elétricos, não precisa mandar ninguém sair do chão!
Eu até pensei que o povo baiano havia desaprendido a pular carnaval e que a guitarra baiana precisava ser juntamente com o Trio Elétrico reapresentados aos baianos; a coisa estava adormecida, e nesse carnaval vi o povo pular carnaval atrás de Moraes Moreira e de Armandinho Dodô e Osmar – o povo estar sendo reeducado a pular, soltar braços, pernas e libertar suas expressões e sentimentos entretendo com cada acorde, cada escala e a poesia que vem da energia do Trio. Essa é a loucura do Trio: A LIBERDADE ABSOLUTA, cantar, pular, gritar se esbaldar coordenados apenas pela necessidade vital de interagir com a “Dança do Tempo” “na vida e no carnaval”.
Criaram musas e estrelas e vão impondo esse discurso através da massificação! Absorveram bem o discurso de que “uma mentira repetida inúmeras vezes, tornar-se uma verdade”.Portanto, a TV educativa, única emissora que as duras consegue transmitir e acompanhar as entidades de bairros populares – não pode navegar no discurso nocivo a saúde cultural da festa elaborado pela mídia comercial. Sinceramente, as emissoras comerciais, estão em um grau de descompromisso tão elevado com o nosso povo que ou trazem pessoas de fora que nada conhecem, ou colocam pessoas daqui que em muitos casos se comportam de forma mais ignorante que os Et’s que aparecem para comentar o carnaval de Salvador.
Governo Federal, Governo Estadual e Prefeitura devem elaborar um programa e/ou planejamento de trabalho que ajude a disseminar melhor as manifestações culturais do nosso povo; Armando Macedo não foi fabricado e imposto ao nosso povo como assistimos nesta quinta feira de carnaval Bell fazer com os seus filhos – Ainda criança Armando Macedo já construía uma referencia de qualidade musical da Bahia lá fora! E o povo abriu o seu coração e recebeu aquela criança que hoje é um dos maiores instrumentistas de cordas do mundo.
Sinceramente, em minha opinião, considerando que o compromisso de governo deve ser com a cultura e a identidade cultural do povo, penso que ele deve traçar dentro da história um perfil do que vem a ser Trio Elétrico e quem quiser apoio público para Trio Elétrico no carnaval, deve apresentar um projeto dentro da referencia estabelecida; o que vale dizer que quem quiser um Trio para funcionar como Carro de Som como ocorre com os Blocos Afros e Afoxés é só discriminar em seu projeto! Não sei se é simples assim como estou falando – mas algo nesse sentido precisa ser feito imediatamente. Até porque, esse discurso de que a grande vilã são as cordas, é pobre, vazio e não engana ninguém...



terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Tiranossauro Rex, um predador volta a aterrorizar a quinta-feira de Carnaval de Salvador.

Eduardo Sergio Santiago de Queiroz
Licenciado em História

Desde que o carnaval no centro de Salvador começou a perder o sentido para o comercio e para negociantes da festa; com a tomada do espaço pelo povão, ficou, definitivamente, intransitável e desprezível o trecho que corresponde do Campo Grande a Praça da Sé, para os grupos das elites com sua herança colonizadora ao desenvolverem um processo de retomada no curso da festa entre os anos 70 e 80 – em parceria com hotéis e restaurantes do trecho Barra X Ondina, ao tempo em que ocorre a consolidação do abandono do Centro Histórico de Salvador, a fuga das elites da Rua Chile e o fechamento do Palace Hotel; começaram a direcionar naquilo que chamaram de profissionalização do carnaval uma nova maneira de fazer com que o excluído se sentisse, ainda assim, parte importante da coisa!

Neste período cresceu como fundamento do novo processo de industrialização no carnaval de Salvador e com muita eficácia uma versão baianizada do Jimm Crow; entre as várias discussões que envolvem esse processo transitório, a consolidação de alguns blocos na rua como retomada dos antigos espaços elitizados dos salões e o desenvolvimento de uma indústria fonográfica em que, uma música com a pegada e o suingue característico afro, que oferecesse condições de manter a imagem de uma Bahia miscigenada, a Bahia de Jorge Amado. A mulher negra sempre presente nos trabalhos de forma lasciva quando não, alvo direto de agressões truculentas de todo tipo; a este

estilo o mercado fonográfico batizou de Axé Music – era a contra-ofensiva racista que levou alguns momentos para assimilar o golpe da revolução Ilê Aiyê.

Nota do Jornal A Tarde sobre o primeiro desfile do Ilê Aiyê:

 “Bloco Racista, Nota Destoante”.

Conduzindo cartazes onde se liam inscrições tais como: “Mundo Negro”, “Black Power”, “Negro para Você”, etc., o Bloco Ilê Aiyê, apelidado de “Bloco do Racismo”, proporcionou um feio espetáculo neste carnaval. Além da imprópria exploração do tema e da imitação norte-americana, revelando uma enorme falta de imaginação, uma vez que em nosso país existe uma infinidade de motivos a serem explorados, os integrantes do “Ilê Aiyê” – todos de cor – chegaram até a gozação dos brancos e das demais pessoas que os observavam do palanque oficial. Pela própria proibição existente no país contra o racismo é de esperar que os integrantes do “Ilê” voltem de outra maneira no próximo ano, e usem em outra forma a natural liberação do instinto característica do Carnaval.

Não temos felizmente problema racial. Esta é uma das grandes felicidades do povo brasileiro. A harmonia que reina entre as parcelas provenientes das diferentes etnias, constitui, está claro, um dos motivos de inconformidade dos agentes de irritação que bem gostariam de somar aos propósitos da luta de classes o espetáculo da luta de raças. Mas, isto no Brasil, eles não conseguem. E sempre que põem o rabo de fora denunciam a origem ideológica a que estão ligados. É muito difícil que aconteça diferentemente com estes mocinhos do Ilê Aiye. Disponível em: < http://www.ileaiye.org.br/historia.htm>. Acesso em: 16. Jan. 2012.



Como se pode ver, ainda que existissem blocos de carnaval naquele período que pretos eram proibidos de sair, o pessoal do jornal A Tarde faz esta avaliação sobre o primeiro ano de desfile do Ilê Aiyê, e que aquele modelo de bloco e carnaval estava falindo; e a “sacada” foram os blocos de “gente bonita” a propaganda de um deles fazia referencia ao que chamava de “M² mais bonito do carnaval de Salvador” organizações tão excludentes e preconceituosas, que valeu uma reportagem sobre o assunto no Fantástico, que por sua vez, motivou uma comissão especial de inquérito na Câmara de Vereadores de Salvador. Sair em alguns blocos como ficou visível na referida Comissão

Especial de Inquérito era motivo de sentir uma mobilidade social para o folião, ainda que só no carnaval!

É nesse período que surge a idéia no carnaval de que trio bom é o trio que tem maior potência do som!!! Até então, a coisa ficava no entendimento de que o trio bom era aquele que seus músicos conseguiam fazer viagens em escalas inimagináveis e levar o povão consigo – As mudanças começam a ser empurradas por goela adentro da festa solidificando uma retomada por parte das elites do controle da situação; é a explosão dos blocos de trio – aquela idéia: o trio é bom, eu não posso me contaminar e misturar com o povo, portanto, ponho um na jaula para mim… E o rico pensa isso com aquela idéia de fazer do trio dele o “melhor”, o mais potente para o povão olhar e ficar no desejo.

Nesse processo, as caretas e as batucadas foram tragadas, as alternativas de “basta só existir e na vida passar o trio elétrico de Dodô e Osmar”, que também foi parar nas cordas estavam tombando gradativamente… Nos bairros a coisa não era diferente, os burocratas da festa não sacaram a frase:

“… desde o tempo da velha fobica / a parada é que ninguém mais fica…” e a equação frevo, trio e povo que é confusa, mas é apreciável!!! Nessa era, os blocos de trio desfilavam como verdadeiros predadores pela avenida, foram implacáveis com os blocos afros e percussivos – Morais bradou: “…Parei prá ficar na escuta, prá ver outro bloco passar, na praça não cabe disputa…” terminou atropelado. Armandinho vira e diz: “a culpa é de quem manipula e não pula o carnaval” até hoje ele, a guitarra baiana e a musicalidade no carnaval pagam um alto preço por esta afirmação!!! E o Trio Elétrico anda como uma carcaça cambaleante do que foi o caminhão da alegria que para ele não tinha mão ou contramão. MANIFESTA, o manifesto é como se nunca tivesse existido!

Luiz Caldas, um excepcional e consagrado músico de trio, acontece como a primeira referência do carnaval das estrelas cantando “Nêga do cabelo duro”; Chiclete com Banana vem no vácuo com:

“Meu cabelo duro é assim, cabelo duro, de pixaim

Nega não precisa nem falar, nega não precisa nem dizer

Que meu cabelo duro se parece é com você”

Surgiram também as cantoras “modelo” brancas, cabelos compridos, sempre exibindo as formas físicas e apelando para músicas com motivos que sinalizam para uma ligação que fizesse valer o batismo de Axé Music para o movimento empresarial que fazem parte… As nações Sioux, Xavantes, Tupis, entre outras estavam dizimadas, Comanche e Apache cambaleavam; Uruguai Hora H, Barrabas, Desajustados e mais uma série do gênero também foram aniquilados e de tabela, o carnaval dos bairros. Os Quilombos: Tenda de Olorum, Olorum Babami, Puxada Carnavalesca Axé, Zambi, Melô do Banzo, entre outros e outros, tiveram a mesma sorte que as nações indígenas e demais blocos percussivos – é importante salientar que o broco da “Mortalha Azul Turquesa” da poesia “Tamanco Malandrinho” de Tom e Dito, que era livre como um passarinho e que era uma proposta de vida na vida e no carnaval, foi alvejado mortalmente.

Foram criados nomes ESTRELAS para o carnaval e com esta série programada de extermínio de um modelo de carnaval, o carnaval do centro ficou refém dos chamados “blocos de gente bonita”, foi assim que alvejaram duramente as principais artérias da folia no centro de Salvador, e foram rumo ao “ELDORADO DOURADO” carnaval da barra! É assim que surge espaço para os blocos e grupos de samba ressignificarem o trecho e fazerem renascer ali outro sentido de carnaval, o carnaval popular e participativo! Louve-se a atuação guerreira do Olodum, do Ilê Aiyê, do Muzenza do Reggae, Filhos do Congo e Alvorada entre outros blocos afros e afoxés que lutaram heroicamente com a vida pela vida do carnaval no centro de Salvador, de tal modo que dado as limitações dessas entidades, tiveram que fazer respiração artificial buscando a ressurreição das principais artérias do carnaval do centro que estavam totalmente estranguladas e sem sangue! Da quinta-feira ao sábado de carnaval as ruas do centro de

Salvador têm uma festa que apesar de todas as limitações que a estrutura de mando no evento impõe, a coisa acontece de modo tão diferenciado que atrai a foliões e turistas numa crescente – e hoje, ainda que com os transtornos que envolvem a estrutura da festa a pessoa pode fazer o seu carnaval de quinta a sábado e no domingo em diante buscar outros espaços turísticos.

É aí que entra o faro de predador do TIRANOSSAURO REX, “lagarto tirano rei” como é batizado o trio do Chiclete com Banana! Um hotel de ponta sendo construído na Praça Castro Alves; o espaço de carnaval no centro de Salvador, de quinta a sexta-feira, está sendo revigorado e já respira sem ajuda de aparelhos. O Tiranossauro Rex vivia em pequenos grupos formados pela família, um caçador inveterado, grandioso e atemorizante; é assim que Chiclete com Banana se impõe na quinta-feira de carnaval – implacável, os grupos e blocos de samba começam a tremer só no rugir do que pode vir a partir do momento em que este predador chegar ao espaço.

É sabido que com ele, virá toda uma forma de cultura e vida predatória e tirana; aqui caracterizada pelos mesmos personagens que comandam a ditadura cultural na Bahia – são os mesmos com as mesmas músicas no carnaval, no São João, no Natal, na Semana Santa etc. Olhe que foi o Tiranossauro Rex que quis devorar e varrer das ruas de Salvador o Afoxé Filhos de Gandhi e que para não se encontrar mais com esse tipo de gente, foi para a barra! Um predador dessa natureza não merece créditos nem a menor confiança… Aliás, é de desconfiar e temer as intenções que envolvem a subida deste que é representante de uma cadeia de predadores hediondos na quinta-feira de carnaval. O Bloco EVA já começou a baixar as cordas, agora o Chiclete com esta proposta!

Começam a perceber que venderam a galinha dos ovos de ouro, e quem comprou inflacionou entre o crescimento do carnaval carioca, que manteve a tradição dos bailes, as Escolas de Samba e cada vez mais cresce o seu carnaval participação de rua, e a força cultural de raiz do carnaval pernambucano e de outros que estão explodindo pelo Brasil.

A UNESAMBA, blocos afros e demais organizações que construíram este espaço devem se manifestar e tomar uma posição contrária a volta do símbolo e da filosofia predadora de blocos afros, afoxés e blocos percussivos, entre outras instituições de caráter popular que fazem a vida que começa a pulsar naquele espaço reagirem, mostra a sua indignação, mesmo sabendo das represálias e o seu custo, não dá para silenciar.

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